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NOTÍCIA

MESA-REDONDA DA SMCC REÚNE EDUCADORES E PROFISSIONAIS DE SAÚDE

13/09/2018
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A Mesa-Redonda com Debate sobre Suicídio e  Impacto na Saúde e Educação foi um sucesso de público nesta quarta-feira, 12/09. Profissionais experientes da psiquiatria e da educação, além de membros do CVV (Centro de Valorização da Vida) estiveram presentes. A integração entre as áreas no debate pode contribuir para disseminar práticas de prevenção e intervenção do comportamento suicida nas escolas.
 
O evento integra as ações da Campanha Setembro Amarelo, realizada pela SMCC e, que já contou nesta semana com a iluminação de espaços públicos, um encontro com jornalistas e na noite desta quinta-feira, 13/09, terá novo Debate sobre o Suicídio no ambiente acadêmico no Anfiteatro da PUC Campinas.
 
A proteção de crianças adolescentes, o respaldo e reconhecimento do trabalho dos educadores e a orientação e integração dos pais no ambiente escolar foram temas centrais colocados em questão no debate. Uma estratégia que destacou-se durante as reflexões foi a prática  de mindfulness como fatores protetores para as crianças e integrativos para os adultos e educadores.
 
Os psiquiatras e psicoterapeutas Dra Ana Rosa Silveira Cavalcanti e Dr Fábio Fonseca falaram das experiências e suas contribuições para auto percepção e promoção de bem-estar das crianças.  
 
“E quando a gente pensa no problema do suicídio como uma questão de saúde pública a gente se dá conta de que o suicídio acomete todas as idades: muitos idosos; adultos em idade produtiva, jovens. E falar de prevenção não tem como deixar de fora a escola. Ela é um parceiro fundamental para identificar os fatores de risco, alertar e sensibilizar as pessoas e para conseguir cultivar um ambiente que favoreça as pessoas florescerem sem que sejam tão vulneráveis”, comentou Dr Fábio, Coordenador da Mesa Redonda.  
 
A Dra Ana Silveira Cavalcanti citou o aumento significativo de tentativas e suicídios consumados em jovens. “Uma das maiores e mais eficazes intervenções são a terapia cognitiva comportamental e comportamental dialética. Elas vão atuar nas alterações cognitivas, no perfeccionismo, nas habilidades de solução de problemas por que a gente sabe que o suicídio é uma estratégia disfuncional de solução de problemas. E, que os adolescentes suicidas eles tem déficit de habilidades em diversas áreas: de eficácia interpessoal, de habilidade de permanecer no agora, de regulação emocional, de tolerância ao mau estar. E, estas terapias contribuem para torná-los mais hábeis; mais capazes de tornar a vida mais valiosa com senso de propósito e reduzir a ideação suicida”. 
 
Representando a área da educação esteve a Psicóloga Doutora em Política da Educação pela USP/Unicamp, Neusa Lopes Bispo Diniz. “Eu penso que devemos pensar nos estudos sobre o clima organizacional nas escolas. Esta temática ainda é pouco volumosa quando diz respeito as escolas. Falta suporte em nível de formação e formulação de políticas públicas para os professores fazerem planos de convivência e de clima organizacional”.  
 

O encontro gerou uma vontade de manter esta interlocução entre educação e saúde para desenvolver e aprofundar o debate, como comenta o Coordenador do Departamento de Psiquiatria, Dr Eduardo Teixeira. "As famílias dependem muito do contato das escolas com os filhos. E, as vezes, a escola é o primeiro contato com as alterações de comportamento, sinais que podem ser indicativos de que a criança não está bem. E a gente tem visto também o comportamento suicida influenciando colegas dentro do ambiente escolar desde o ensino médio; faculdade. Essa troca é importante! Uma ajuda mútua". 

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